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Votar é um comportamento sadio e um ato de cidadania

 

Por Fátima Borges

 

Mesmo neste ano atípico, com pandemia, isolamento social, proibição de aglomerações e obrigatoriedade do uso de mascara, teremos eleições em todos os municípios, e mais que nunca as questões relativas ao comportamento político estão em pauta.

Neste dia 15 de novembro, os indivíduos, na qualidade de eleitor, deverão contribuir, com o voto, para decidir quem irá ajudar a dirigir nossas vidas e a de nossas famílias, no que diz respeito a educação, saúde, segurança, etc…

Foi movida por este sentimento de responsabilidade de decisão (pois também sou eleitora), que decidi escrever o artigo de hoje, voltado para uma breve análise do comportamento político do indivíduo.

Que o comportamento político dos brasileiros tem mudado profundamente nos últimos anos, isto é fato. E na qualidade de profissional e pesquisadora do comportamento humano penso, que hoje exista um aprendizado na democracia de massa crescente, implantada e aperfeiçoada em nosso país. Nota-se que houve uma sensível mudança na capacidade do eleitor que avalia o cenário político-eleitoral, na busca pela melhor solução disponível para os seus problemas cotidianos.

Percebe-se, atualmente que, existe em nosso país, por parte dos cidadãos brasileiros, uma atenção especial voltada para a forma como se comportam os indivíduos que atuam e que pretendem atuar na política.

Portanto, aos indivíduos que estão na condição de candidato a uma vaga neste pleito e que estão fazendo de suas campanhas eleitorais palco para a prática de crimes contra a honra, como a injúria, difamação e calúnia, e ainda gastando o tempo precioso ao necessário debate sobre os destinos dos municípios, com atribuição de adjetivos desonrosos aos adversários, com a imputação de fatos ofensivos a sua reputação e com a acusação de que tais indivíduos teriam no passado apresentado algum comportamento criminoso, peço que reflitam e que não menospreze a capacidade de aprendizado do eleitor brasileiro.

Quanto a postura de alguns políticos ou candidatos a tal, estudos psicológicos detectam vários tipos de transtorno de comportamento apresentado por eles, como por exemplo, a falta de respeito com a legislação eleitoral; aos sentimentos alheios; a falta de sentimento de culpa e remorso por atos destrutivos praticados por eles como a mentira, fingimento, a manipulação de pessoas, a impulsividade ao adotar medidas que lhes tragam retorno imediato em popularidade junto aos eleitores, sem se preocupar no que este ato possa prejudicar no desenvolvimento do país.

Na psicologia tais comportamentos se enquadram num possível diagnóstico de condutas psicopáticas, sociopáticas ou antissociais. As causas desse tipo de personalidade, ainda são muito complexas, mas psicanalistas acreditam que essa condição é causada por conflitos inconscientes que impedem que o indivíduo quando criança se identifique com o progenitor do mesmo sexo e incorpore seus padrões morais.

Esses indivíduos têm dificuldade para aprender uma conduta socialmente aceita e têm problemas de comportamento desde cedo. Em geral, não gostam de ir à escola. Portanto, pode-se perceber que há várias explicações plausíveis para o comportamento psicopático, dando espaço para que esse tipo de personalidade tão complexa seja adquirido de diversas maneiras.

Contudo, volto a repetir e a pedir um mínimo de reflexão por parte desses candidatos, pois lhes garanto que é possível concluir, à luz de algumas poucas pesquisas, que o eleitor brasileiro já superou, em grande parte, aquela condição de amorfia, dependência e clientelismo tão enfatizada e atribuída a eles em processos de votação passados.

Hoje, muitos já percebem que o ato de votar é fundamental e o aprendizado da escolha de seus representantes é determinante e muito importante para que possamos libertar o processo político-eleitoral do caminho da psicopatia.

O eleitor sabe que perde quando indivíduos competentes e éticos se afastam da vida pública. Sabe que perde quando jovens com personalidade bem estruturada evitam a carreira política por não quererem atrair sobre si tantas agressões e adjetivos negativos que não possui.

Caros leitores, resta agora a reflexão, pois o desenvolvimento da consciência moral é um fator importante e fundamental nesse processo de transformação.

 

* Dra. Fátima Borges – Psicóloga Clínica, Escolar, Organizacional e Comunitária. Formação Psicanalítica e Comportamental

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