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Obesidade: A segunda maior causa de mortes no mundo

Por Fátima Borges

 

Durante muito tempo, apenas a Anorexia (intenso medo de ganhar peso, somado a uma distorção da imagem corporal) e a Bulimia (desejo insaciável de comer, seguido da necessidade de vômito), eram tidas como as patologias mais comuns de transtornos alimentares. Aproximadamente 168 mil mortes por ano no Brasil são atribuíveis ao excesso de peso e obesidade, que agora , também, é considerada uma doença e já tem seu espaço na classificação dos transtornos.

Este tipo de Transtorno Alimentar (TA) pode acompanhar o indivíduo desde a infância ou se instalar de repente, desencadeado pelos mais diversos motivos, como por exemplo, uma desestrutura hormonal, uso de medicamentos anticoncepcionais, estados depressivos, uso de corticoides e até mesmo um estilo de vida estressante, que tenha como consequência, a ingestão de alimentos de forma acelerada e pouco saudável.

De acordo com pesquisas realizadas pela Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (IASO), o tipo de obesidade mais diagnosticada atualmente é a Reativa, que tem como característica principal, uma situação estressante, que pode ser a morte de alguém muito significativo, o fim de um relacionamento, a perda do emprego ou uma mudança radical de vida. Os estudiosos afirmam que nesses casos, o sujeito sente uma sensação de vazio e como não sabe lidar com isso, transfere para o ato de comer a solução de todos os problemas.

Dieta da moda

Na tentativa de combater a obesidade, muitos indivíduos buscam, erroneamente, diversas formas de emagrecer. Como na sociedade de países ocidentais, a magreza simboliza juventude, dinamismo e é sinônimo de atrativo físico, e ser obeso constitui motivo de discriminação, emagrecer é a “palavra de ordem”. E isto é diariamente lembrado, através de propaganda e artigos referentes a medicamentos e dietas que garantem a perda de peso como por milagre.

A consequência disso é uma quantidade enorme de pessoas, condicionados a pensar, que para emagrecer só é preciso seguir uma dieta da moda, que lhe seja traçado um esquema alimentar e tudo estará resolvido.

Com certeza, isto pode até funcionar, um, dois, ou três dias, porém em pouco tempo este indivíduo já estará comendo tudo novamente e recuperando o peso antigo e mais alguns quilos indesejáveis.

Não resta dúvida que a forma mais adequada para combater a obesidade e conseguir emagrecer com segurança, é com uma abordagem multidisciplinar, colocando em primeiro lugar a mudança de comportamento em relação à comida, já que, na maioria dos casos, ela tem a função de substituir o verdadeiro problema existente.

Comer é o primeiro comportamento que o indivíduo exercita na vida. Através dele o bebê vivencia também o primeiro estado de prazer. É o que Freud chamaria de “instinto de prazer”. Durante algum tempo esta associação é feita pelo bebê, durante a fase da amamentação. Entretanto, se ela não for bem elaborada, o indivíduo tende a apresentar, na vida adulta, uma tendência a relacionar um estado emocional perturbador com a falta de alimento.

O trabalho Psicoterapêutico

A psicologia entende que para um programa alimentar sadio, deve sempre corresponder uma cabeça sadia, que colabore.

O tratamento apresenta como base o controle externo do comportamento alimentar, ensinando o indivíduo a diferenciar a fome do vazio existencial. Fazendo com que ele entenda o real motivo que o leva a comer de forma exagerada, além de ajudar esse sujeito, a encontrar os verdadeiros motivos de seus sentimentos de inadequação e todas as emoções negativas, das quais quer fugir.

O comer demais traz culpa, queda da autoimagem e provoca uma sedação e um prazer imediato que não substitui a satisfação de conseguir o que se quer realmente. Por este motivo, uma etapa importante do tratamento é a conscientização e a percepção do indivíduo, de que há prazer em outras coisas, sem ser o ato de comer.

Entretanto, como já disse, este tratamento psicológico deve ser realizado em parceria, pois há casos onde o auxílio medicamentoso de drogas se faz necessário, para diminuir os níveis de neurotransmissores, como a norepinefrina e serotonina.

Os pacientes serão ainda mais beneficiados e terão maior chance de alcançar um resultado positivo, se o tratamento, além de incluir o trabalho e a atenção de profissionais como nutricionista, endocrinologista, psicólogo e educador físico, tiver a participação e colaboração ativa e permanente do próprio indivíduo.

 

* Dra. Fátima Borges – Psicóloga Clínica, Escolar, Organizacional e Comunitária. Formação Psicanalítica e Comportamental

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