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A terapia de casal como coadjuvante de uma relação especial

Por Fátima Borges

O casamento não é como algumas pessoas costumam sonhar, ou seja, um ato que resultaria naturalmente uma vida eterna de felicidades. Pelo contrário, sabe-se que toda e qualquer relação humana está sempre em constante evolução, logo a relação conjugal não poderia ser diferente, pois se trata de dois indivíduos com caráter e personalidades diferentes e onde a felicidade, tão desejada, consiste em saber aceitar a realidade e procurar adaptar-se a ela.

Nos tempos atuais, um dos maiores dramas vividos pelos indivíduos é à busca do “parceiro(a) ideal”, que preencha ou traga a satisfação ou felicidade esperada, dando um sentido mais amplo às suas vidas. Infelizmente tal busca acaba sendo uma das mais árduas tarefas da existência humana, que é sempre rodeada de conflitos de toda espécie.

Mas é preciso refletir sobre o que, afinal de contas, o ser humano está realmente buscando, pois sempre se ouve falar em troca, amor x amizade, companheirismo x cumplicidade, mas parece que cada vez mais os indivíduos atraem disputa, indiferença, ausência, mágoa e principalmente incompreensão.

A busca da satisfação amorosa e sexual quase sempre é suplantada por elementos destrutivos, pois se observarmos atentamente nossa realidade social, não será nada difícil a confirmação de tal fato, constantemente somos apanhados pelo mecanismo não apenas da queixa, mas um prazer interno na vitimização ou sacrifício de nossos mais altos desejos, nos tornando mártires frente ao outro.

O reconhecimento de que elementos destrutivos e paranoicos operam constantemente numa relação é fundamental para um constante diálogo entre dois indivíduos que buscam ser bem sucedidos numa relação amorosa.

A comunicação clara e transparente entre casais é o que mais contribui para o estreitamento, cada vez maior, de vínculo afetivo e de sua manutenção sadia, pois irá produzir um respeito mútuo das características individuais do casal e como consequência o fortalecimento da relação.

Assim como em outros campos de relacionamentos interpessoais, o de casal pode ser visualizado e pontuado em três categorias:

1) A absoluta miséria afetiva;

2) Uma relação sempre conturbada pela disputa de poder e mágoa;

3) Alguns poucos privilegiados que tem acesso à satisfação e prazer a dois.

O que quase ninguém percebe, é que no campo afetivo a mudança de uma categoria para outra depende exclusivamente dos recursos pessoais de cada um, pois quando duas pessoas se predispõem a viverem juntas, levam para esta relação suas formas diferentes de ser, de se expressar. Formas essas que foram adquiridas ao longo da vida, através do meio onde se desenvolveram; de suas famílias de origens e pelas experiências que tiveram em outros relacionamentos.

Segundo Freud, os relacionamentos estão totalmente embasados nos efeitos residuais das primeiras experiências intensas. Os encontros da adolescência, da maturidade, da velhice e os padrões de amizade ou casamento, constituem uma retomada de facetas não resolvidas dos primórdios da infância.

Nessas escolhas da vida (pessoas amadas, amigos, chefes, até mesmo os inimigos) derivam dos laços criados entre pais e filhos, logo a maneira de como os modelos básicos de “criança-mãe”, “criança-pai” e “criança-irmão”, foram vivenciados pelos indivíduos, farão surgir os protótipos a partir dos quais as relações posteriores serão avaliadas.

Um dos aspectos mais penosos de uma relação é sem dúvida quando a mágoa se instala. Essa passa ser o elemento mais destruidor do antes, espírito amoroso, restando apenas rancor, revolta e ódio em relação à determinada experiência afetiva.

Penso que algumas das questões abordadas aqui deveriam ser objeto diário de análise e reflexão entre dois seres que buscam, não apenas viverem juntos, mas, sobretudo, o eterno desafio da satisfação mútua e concomitante sentimento de se sentirem especiais por estarem com alguém que a cada dia renova o sentido da sua existência e inserindo o prazer na mesma.

Entretanto quando este exercício fica difícil, uma terapia de casal é indicada, pois ajudaria bastante, visto que nas sessões de psicoterapia desse gênero são trabalhados os traumas e mágoas desta relação afetiva, bem como outros sentimentos que por ventura ainda não se encontram latentes.

* Dra. Fátima Borges – Psicóloga Clínica, Escolar, Organizacional e Comunitária. Formação Psicanalítica e Comportamental

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